Após a publicação de uma entrevista com o Dr. Royo aqui no portal, recebemos muitas mensagens pedindo mais informações sobre a Síndrome de Arnold Chiari. Atendendo ao pedindo dos leitores, colocamos abaixo algumas informações mais curtas e simples para ajudar no entendimento dessa doença rara que acomete muita gente. 

O que é a Síndrome de Arnold Chiari?



É uma malformação genética rara onde há o comprometimento do sistema nervoso central, dificultando muitas vezes o equilíbrio e perda da coordenação motora, além de problemas visuais. Essa má-formação congênita acontece mais com mulheres e geralmente durante o desenvolvimento do feto, onde, por razão desconhecida, o cerebelo, que é a parte do cérebro responsável pelo equilíbrio, se desenvolve de maneira inadequada. A Síndrome de Arnold Chiari é classificada em quatro tipos: Chiari I: É a mais frequente e que acomete mais as crianças e acontece quando o cerebelo se estende até um orifício presente na base do crânio, chamado de forame magno, onde normalmente deveria passar somente a medula espinhal; Chiari II: Acontece quando além do cerebelo, o tronco encefálico também se estende para o forame magno. Esse tipo é mais comum de ser visto em crianças com espinha bífida, que corresponde a uma falha no desenvolvimento da medula espinhal e das estruturas que a protegem. Chiari III: Acontece quando o cerebelo e o tronco encefálico além de se estenderem para o forame magno, atingem a medula espinhal, sendo essa má-formação a mais grave, apesar de ser rara; Chiari IV: Esse tipo também é raro e incompatível com a vida e acontece quando não há desenvolvimento ou quando há o desenvolvimento incompleto do cerebelo. O diagnóstico pode ser confirmado em exames de imagem, como por exemplo, a ressonância magnética ou tomografia computadorizada, além de exames neurológicos, em que o médico realiza testes para avaliar a capacidade motora e sensitiva da pessoa, além do equilíbrio.

Principais sintomas da Síndrome de Arnold Chiari

Dor cervical;
Fraqueza muscular; Dificuldade de equilíbrio; Alteração da coordenação; Perda da sensibilidade e dormência;
Alteração visual; Tontura; Aumento da frequência cardíaca. Para entender melhor a doença sob o ponto de vista de um profissional, leia a entrevista com o Dr. Royo do Instituto Chiari de Barcelona, Espanha, neste link.